sexta-feira, 30 de abril de 2010

Lágrimas do Sol

Soldados americanos são designados para resgatarem médica presa com refugiados na Nigéria. Ao chegar ao local com sua unidade, precisam lidar com a imposição feita pela doutora: ou é levada juntamente a outros 70 refugiados de guerra, que seriam deixados na fronteira com Camarões, ou ficará onde está. Logo depois passam a ser perseguidos pelo exército nigeriano, pois carregam um ex - príncipe entre o grupo sem saberem.

É um filme típico daqueles onde o militar americano, apesar de fiel e dedicado, também se revela um herói humanitarista, de bom coração, que enfrenta um inimigo, nesse caso representado pelos nigerianos, malvados e cruéis. O filme ignora os motivos políticos e culturais que fazem a guerra acontecer, por isso, para mim, não basta. Para quem não se incomoda e quer assistir ação, se trata de um bom filme. Tem um bom elenco, com a Monica Belluci e o Bruce Willis, que não interpretam de forma extraordinária, mas daquele mesmo jeito com o qual já estamos acostumados: um Bruce Willis a lá John McClane; e uma Monica Bellucci sexy, linda, inteligente e sensível.

Para quem assistir, não espere muito coisa do filme, talvez assim você se surpreenda!


Menina de Ouro



O filme se trata de tema muito complexo. Mas o roteiro é genial, a narração do personagem do Morgan Freeman conta a historia de maneira perfeita. Primeiro apresenta os personagem expondo suas características. Depois, fez com que eu me apaixonasse por eles, mesmo com os seus defeitos, o que é importante ressaltar, porque tem filme que esconde os defeitos dos protagonistas. Mas ninguém é perfeito, eu gosto das historias que expõem os defeitos e mesmo assim nos apaixonamos por aquelas pessoas absolutamente desconhecidas ate então. Por ultimo, vem a bomba. Ela realiza o sonho dela, mas algo dá errado, então ela pensa: pra que viver? Ficar como um vegetal, só para ficar viva? Essa é uma questão muito complexa, pensei durante muito tempo, depois que assisti ao filme, mas não consegui chegar a uma conclusão concreta. A questão é que eu não gostaria de viver como um vegetal, mas também não escolheria um suicídio assistido, porque eu sou muito covarde pra isso. Mas só porque não é bom pra mim não posso dizer que não é bom para o outro. E se eu sou covarde, a coragem e a valentia eram as principais características da personagem. Por isso o final se encaixa perfeitamente. É uma historia linda e um filme mais lindo ainda. Foi o trabalho de ouro do Clint Eastwod, de uma coragem tremenda por trazer esse tema tão complexo e com certeza mereceu o Oscar. Sem contar com a Hillary Swank que estava perfeita, que performance!

Eu não sei por que demorei tanto para assistir a esse filme, talvez por imaturidade não dei o crédito que ele merecia. Mas, antes tarde do que nunca. Estou feliz feliz de ter assistido agora, por que eu não daria o valor que ele merece e que dou hoje.

Hope Springs

Sim, eu vi esse filme!

É uma comedia romântica completamente previsível e até meio clichê. A cada cena eu consegui prever a cena seguinte. E isso tira um pouco a qualidade do filme. O elenco é bonzinho, típico do gênero. Ele não deixa de ser legal, mas também não se torna aquele filme viciante em que você se vê obrigada a recomendar para todo mundo! Portanto, se você quer um filme para assistir sem muito esforço e só para passar o tempo, assista a este.

Sin City



Bom, eu não soube avaliar esse filme. Eu o tinha avaliado como original. E, baseado em quadrinhos, é tão bem feito que eu imaginei os desenhos nas revistinhas enquanto admirava as cenas. Em preto e branco, a caracterização dos personagens, o cenário, os diálogos, vi tudo em confluência com um HQ. Mas, considerei que, apesar de ser um trabalho original, o filme se desenrolava em uma trama complexa, ate meio confusa, com muita violência e não muito instigante.
Eu gostei, achei muito inteligente a forma como a cidade interage com os personagens e não o contrário. As cenas de violência, apesar de fortes, tinham um quê de Tarantino.
Depois de toda essa avaliação, pesquisei sobre o filme na internet, e encontrei o seguinte no site Wikipedia:
"Sin City é o título de uma série de histórias em quadrinhos escrita por Frank Miller e publicados no formato film noir (é um estilo de filme primariamente associado a filmes policiais, que retrata seus personagens principais num mundo cínico e antipático. O Film noir é derivado dos romances de suspense da época da Grande Depressão, e do estilo visual dos filmes de terror da década de 1930). O primeiro título da série foi publicado na revista "Dark Horse Presents" de Abril de 1991 a Junho de 1992, dividido em treze partes com diversas histórias de duração distintas que se seguiram. Todas as histórias são situadas na cidade fictícia de Basin City, com personagens recorrentes e histórias co-relacionadas.
Uma adaptação cinematográfica Sin City estreou em 1 de abril de 2005 nos EUA, em 9 de junho em Portugal e em 29 de julho no Brasil, com direção de Robert Rodriguez, Frank Miller e Quentin Tarantino como 'Diretor Especial Convidado'. Todas as histórias já publicadas foram reimpressas com novas capas durante os meses que antecederam a estreia do filme, no exterior."
Ou seja, toda a história de filme original, boa captação dos quadrinhos e o quê do Tarantino, caiu por terra depois que eu li isso. Minha opinião sobre o filme não mudou, mas minhas considerações sim. Como não sou uma aficionada em HQs (nunca li), mas uma aficionada em cinema, deixo as duas considerações. Minha primeira impressão serve para os leigos no que diz respeito a quadrinhos, e a segunda serve para os apreciadores do ramo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Maluca Paixão


O filme é de 2009, dirigido por Phil Traill e estrelado por Sandra Bullock, Thomas Haden Church, Bradley Cooper, Ken Jeong, DJ Qualls, Katy Mixon, Howard Hesseman.

Mary Horowitz é uma mulher inteligente e excêntrica que trabalha fazendo palavras cruzadas. Ela se apaixona por um cameraman, Steve, e se convence de ele é o grande amor de sua vida. Depois de perder o emprego por fazer palavras cruzadas só sobre o Steve, ela passa a persegui-lo pelo país, esperançosa de que irá convence-lo a ficar com ela.

É uma comédia romântica água com açúcar, filme legalzinho, mas não traz nada de extraordinário. Exceto o prêmio Framboesa de Ouro de Pior Atriz para Sandra Bullock, recebido na véspera do Oscar, onde ela recebeu o prêmio de Melhor Atriz por Um Sonho Possível. É, no mínimo irônico. rsrsrs

A Luta pela Esperança



O filme conta a história de um boxeador, Jim Braddock (Russell Crowe), em decadência, que após uma série de derrotas na vida pessoal e profissional é forçado a uma aposentadoria prematura. Porém, o filme não fala sobre boxe. O tema é a crise econômica de 1930 e o que as famílias tiveram que enfrentar para sustentarem seus filhos durante a Grande Depressão. O bacana da história é que, mesmo tratando desse tema, não mostra as relações politicas da época, mas as relações sociais. E como o sistema econômico afeta a vida de pessoas das classes mais subalternas, enquanto as classes dominantes se preocupam cada vez mais em acumular, mesmo nessa situação de decadência da raça humana. O filme apela um pouco para a questão da solidariedade, que apesar de não estar ligada a essa crítica político-social, mostra como os homens são capazes de tudo em determinadas situações de vulnerabilidade. Incapaz de arrumar pequenos trabalhos, Jim sente cada vez mais dificuldades em sustentar sua mulher, Mae (Renée Zellweger), e os três filhos pequenos. Quando aparece uma oportunidade de retornar ao ringue, ele vence três lutas consecutivas, recebendo o apelido de “Cinderella Man”.

O filme é dirigido por Ron Howard, que repetiu o excelente trabalho que fez em “Uma Mente Brilhante”. Assim como Russel Crowe repetiu a excelente performance. Talvez o filme tenha sido lançado em um momento de grandes produções, e por isso, comparado a “Menina de Ouro” e “O Aviador”, não teve espaço nas grandes premiações. Essa concorrência, principalmente com “Menina de Ouro”, que é um filme sobre boxe e que também trata de um tema complexo, não anula a qualidade de um filme tão bem elaborado.

Recomendo!!!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Star Wars







Star Wars é o título de uma space opera americana que foi transformada em uma série de seis filmes de ficção científica. Inicialmente, George Lucas escreveu um roteiro de 6 horas de filme, e o fez mesmo prevendo a resposta do estúdio. Recebendo um "não" como resposta, decidiu dividir o filme em 6 episódios, sendo que resolveu gravar apenas os 3 últimos pois os julgava mais interessantes e reconhecia neles aspectos que cativariam o público da época.
É uma ficção científica muito criativa e muito boa para o que se propõe. Isso quer dizer que eu não gosto muito do gênero, mas admiro o trabalho de George Lucas. Não tem como não admirar. É claro que os filmes tem várias falhas, muitas só apontadas um longo tempo depois. Mas o trabalho é de uma criatividade absurda. Não muito na trama, mas nos detalhes, como os sabres de luz, os robôs e as naves, por exemplo. Acredito que a academia não agraciou George Lucas por isso, que na verdade é mesmo motivo, eu acredito, pelo qual não deu um Oscar a Avatar. Sobre o mais recente, escrevo depois. Mas Star Wars está muito ligado a questão da tecnologia e dos efeitos especiais, que mais uma vez, acho muito criativos, mas em termos de história, roteiro, arte, o filme deixa a desejar. Muitas das falhas que apareciam nos três últimos filmes, que foram lançados nas décadas de 70 e 80, foram corrigidas nos três filmes mais novos. Deixando a saga mais perfeita em termos de efeitos e tecnologia. Mas no sentido da arte, continuou a mesma coisa.
Não vou comentar filme por filme, por que assim o post ficará enorme. Também não irei entrar em muitos detalhes, porque não sou fã da série, não coleciono miniaturas, não decorei cada detalhe de cada filme, enfim, minha opinião aqui é a de uma mera expectadora, sem nenhum compromisso com a hitória e com o trabalho de George Lucas. É muito complicado falar de Star Wars, eu pensei bastante antes de escrever. Porque a saga foi um sucesso tão grande que existem milhares de seguidores. Portanto, para não ofender mais ainda a crença de algumas pessoas, irei parar por aqui.
Eu confesso que só assisti aos filmes esse ano e meio obrigada pelo meu namorado. Porque tenho preconceito, admito, não sou nem um pouco fã de ficção cientifica. Mas assisti e gostei bastante. por esse motivo até peguei mais leve na critica. E para aqueles sofrem desse mesmo mal, não tenham preconceito, pelo menos, não com relação a Star Wars, porque é criativo, divertido, não é perfeito, mas vale a pena assistir. Ate porque é um clássico e não temos como resistir.